terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tudo tem o seu lado bom, o lado ruim e o lado pior ainda. Duvida? Então lá vai:




Lado bom: sua filha arrumou um emprego.
Lado ruim: ela virou garota de programa.
Lado pior ainda: todos os seus amigos são clientes dela.

Lado bom: essa filha diz que ta ganhando dinheiro.
Lado ruim: ela vai reformar a casa
Lado pior ainda: agora ela sustenta a casa, e te deu um carro zerinho.

Lado bom: sua esposa deixou de falar com você.
Lado ruim: ela quer pedir o divorcio.
Lado pior ainda: ela é advogada.

Lado bom: seu filho teve a primeira transa.
Lado ruim: foi com empregada, e ele pegou AIDS
Lado pior ainda: você transa com ela sem camisinha toda a semana.

Lado bom: sua sogra morreu.
Lado ruim: sua esposa chora sem parar há dois meses.
Lado pior ainda: ela vai construir uma estatua no seu quintal em homenagem a ela.

Lado bom: você passou no vestibular.
Lado ruim: você perdeu o prazo de inscrição.
Lado pior ainda: Era a quinta vez que você tentava para medicina.

Lado bom: você arrumou uma namorada
Lado ruim: ela já foi namorada de todos os garotos do colégio.
Lado pior ainda: ela ta grávida e diz que o filho é teu.

Lado bom: a sua namorada é fiel.
Lado ruim: Ela antes de namorar você era garota de programa.
Lado pior ainda: ela precisa retomar a profissão para garantir o sustento do lar.

Lado bom: você ganhou na mega sena
Lado ruim: na comemoração você rasgou o bilhete.
Lado pior ainda: você está na mão de agiotas.

Lado bom: sua esposa teve um filho.
Lado ruim: ele não se parece com você.
Lado pior ainda: é a cara do seu melhor amigo.

Lado bom: sua mulher decide emagrecer para ficar bonita.
Lado ruim: o personal treiner dela é um negão saradão.
Lado pior ainda: era o antigo namorado dela de infância por quem ela foi perdidamente apaixonada.

Lado bom: você virou deputado federal.
Lado ruim: Você foi pego num esquema de corrupção
Lado pior ainda: ninguém vai te proteger e você está sendo procurado pelo povo.

Lado bom: você joga na seleção brasileira.
Lado ruim: você acaba de perder um pênalti na final da copa do mundo.
Lado pior ainda: a Argentina é a campeã.

Lado bom: você vai viajar durante um ano pelo mundo de graça.
Lado ruim: sua esposa que levar a mãe dela.
Lado pior ainda: ela te odeia e fala sem parar.

Lado bom: você foi promovido.
Lado ruim: a empresa faliu.
Lado pior ainda: só sobrou você para pagar o salário atrasado do ex-funcionários.

Lado bom: seu chefe te adora.
Lado ruim: ele vai a sua casa toda semana.
Lado pior ainda: toda vez que você fica na firma trabalhando até de manhã.

Lado bom: seu filho começou a sair para a farra.
Lado ruim: ele só sai com homens.
Lado pior ainda: ele é gay.

Lado bom: você comprou um apartamento novo.
Lado ruim: ele está com risco de cair.
Lado pior ainda: você já pagou 80 mil à vista e a firma que construiu fechou as portas.

Lado bom: sua mulher deixou de assistir novela
Lado ruim: ela só vive saindo com as amigas agora.
Lado pior ainda: ela estourou o seu cartão de crédito

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quando dorme a razão, monstros são produzidos



(frase de goya em um de seus quadros.)

- Uma ode a razão, proclama a sombra

A razão algo que é cultuada por tantos e é o arcabouço de vários discursos inflamados o próprio Lincon usava seus argumentos retóricos imbuídos de racionalidade para estimular o exército a cada vez que ele esmorecia na guerra de secessão. Mas a minha pergunte surge quando pergunto, os soldados usaram a razão, tal como Lincon usou para convencê-los?

A idade média é conhecida como a idade das trevas, a falta de luz a falta de racionalidade, mas seria realmente uma idade onde a razão inexistiu e foram proclamados feitos desprovidos de substância?
O racionalismo veio e construiu uma época em que tudo que não fosse razão não merecia crédito, tudo tinha uma explicação. Isto serviu para a quebra dos valores católicos que homogeneizavam a política, a cultura e as ciências. Com o simples fato de crença você poderia ter a explicação de tudo. Porém a razão é algo que pode explicar tudo? A razão tem esta preocupação de explicar tudo?

Guerras no mundo surgiram, ditadores ascenderam e foram depostos e a racionalidade se mostrou a personagem não principal, mas fundamental na configuração de todos estes tempos.
Cada vez que a razão cochilou monstros foram produzidos: o grande monstro católico da idade média; o grande monstro Leviatã do absolutismo; o grande monstro ditatorial fascista ou comunista; a grande besta-fera do racismo, o grande monstro do consumismo; o grande monstro do ódio e intolerância.
Todos estes episódios formam a demonstração de que basta não dormir, mas apenas um cochilo da razão que surgem personagens querendo se aproveitar deste momento. Porém a cada vez que a razão foi despertada e provocada surgiram soluções, a maioria das vezes pontuais para nossos problemas. A solução para o fim do absolutismo foram as revoluções burguesas embuídas de uma racionalidade de que aquele regime não mais favorecia aos seus anseios, e cheios desta racionalidade convenceram o povo para alcançarem seu triunfo.
A racionalidade é uma faca de dois gumes, tanto serve para o bem, quanto é uma arma dos que se dizem do bem para fazer o mal.
Porém não podemos deixar de trazer a tona um personagem que é diretamente influenciado por estes fluxos: o povo.

O conceito de povo ou a massa povo, é figura célebre que demonstra o estado de racionalidade de uma geração. Percebemos isto na idade média e o comportamento desenvolvido por eles; ou até nos tempos atuais com todos crentes numa racionalidade para o bem do planeta se esforçam na diminuição da poluição do planeta. Não é racional? O mundo se continuar assim será destruído! Será?

O coerente de observar é que a cada época de falta de razão sucede uma com um culto a racionalidade, e até na própria falta da racionalidade ela é operada para sustentar as bases do mal. Hittler usava de suas verdades para convencer, Mussolini, Luis XIV todos eles sabiam que defender seu ponto de vista e convencer o povo de sua racionalidade.
A cada época de falta de racionalidade vem outra com racionalidade.o absolutismo consolidou suas bases numa falta pontual de racionalidade do povo em relação a argumentação política. Hittler mostrou para a Alemanha sua tese racional, mas o povo não foi racional.
Esta nossa época demonstra uma racionalidade ou falta de racionalidade? O que importa é que mudanças estão surgindo e quando há mudanças é sinônimo de que alguém está pensando. Foi assim ao longo dos tempos e continuará sempre assim...?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Os poetas estão morrendo


Os poetas estão morrendo

Os poetas estão morrendo
Estão usando terno e gravata
E protocolando documentos

Os poetas estão morrendo
Não escrevem poesias
Suas palavras também não são de amor

Os poetas estão morrendo
Estão nas filas de emprego
Ou nas repartições públicas
Recebendo Honoris causam
Pelo trabalho do mês.

Os poetas estão morrendo
Chegam tarde em casa
E não escrevem
Acordam cedo
Vivem na correria

Os poetas estão morrendo
O ser, a pessoa, o nome
Coisa simples, coisa perdida.

Os poetas estão morrendo
Satisfeitos com suas vidas burocratas
E seu status operandi
Vivem bem, escrevem mal
Os poetas estão mortos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ideologia,é necessário uma para viver?






É um marco teórico recorrente, principalmente quando surgem criticas a postura que se vem traçando nos jovens que comporão a sociedade, o fenômeno da despolitização ou falta de ideologia destas pessoas.

Primeiro ponto entender ideologia em seu sentido lato como algo que vem antes de determinado ato. Por exemplo, quando você vai abrir a boca para emitir sua opinião sobre determinado fato você vai argumentar em prol daquilo que defende, acredita ou estudou, pois bem, tudo isso faz parte de uma gama de conhecimento que pode ser denominado ideologia. Acreditar, defender e propor.
Segundo ponto, não estou fazendo nenhum tratado científico ou algo para defender qualquer corrente ideológica.

Ideologia é o que move o mundo? O que fez a Rússia virar socialista foi o fato de algumas pessoas acreditarem numa forma de pensamento. O que fez a Alemanha virar nazista foi o fato dos alemãs daquele tempo acreditarem num ideal.

Então ideologia é algo anterior a qualquer atitude (consciente?) de uma pessoa. Neste ponto estaria dizendo que ideologia é algo racional que acreditamos e, porque não, defendemos.

Porém pode uma ideologia nos cegar, este algo anterior a nós, que determina nossas atitudes pode nos determinar uma visão de mundo sempre marcante por uma linha que pode simplesmente simplificar o fato por aquela forma de corrente que defendemos. Isto é prejudicial porque não é possível enxergar nada a sua frente que sua ideologia não permita, os fatos são ou não são concordantes com sua forma de visão, se são estão certos, se não são, estão errados. Só assim posso explicar a guerra entre muçulmanos e cristãos; socialistas e capitalistas.

Fenômeno pior é o da falta de ideologia, uma cegueira que é complicada de se tratar pois é difícil a pessoa se dizer sem ideologia; estas pessoas são mais fáceis de serem ludibriadas por correntes oportunistas pelo simples fato de não terem uma posição coerente sobre suas atitudes são facilmente convencidas de um ponto que desconhecem, pelo fato de não terem capacidade de reflexão sobre este novo pensamento.

Ideologia é algo bom, muito bom. Viver com um ideal, acreditar, lutar por um marco. O que não deve ser defendida é a ideologia cega que leva ao autoritarismo e endeusamento de uma das várias formas de se enxergar o mundo.

Quando Cazuza profere: ideologia, eu quero uma para viver! Ele estava vivendo um momento de apatia e enfraquecimento de uma corrente ideológica que era a socialista e a “vitória” do capitalismo uma outra corrente que coisifica as pessoas que são de seu sistema tornando-as irracionas, sem saber que estão proferindo uma ideologia e vivendo um estilo de vida posto, às vezes que não é o seu. Então nada mais natural seu pessimismo por ver as pessoas se desiludindo sem perspectivas. Pois o que alimenta uma ideologia é o fato de existir outra oposta a ela, sua função é derruba-la, provar que a sua é melhor. E quando consegue, o que resta? A luta acaba? Não acaba, mas perde sentido até que outra surja, ou a vencida volte para contrapor novamente.
Não quero definir as ideologias como ideologia boa e ideologia má. Não. Mas salientar que das duas posso tirar várias formas de ver o mundo, todas elas corretas e erradas, dependendo do referencial. Para mim a corrente X emite uma verdade válida, para você Y e até a negação de verdade é uma forma de seguir algo, seguir a descrença.

Quando Bertoldt Brecht profere o analfabeto político, ele diz não só a sua forma de pensamento, mas também uma crítica a apatia de vivenciar a política, de enxergar que o mundo ao seu redor, este mundo de crises, continua e sempre continuará a ter diferentes formas de pensamento que o levarão a um fim. Ele condena não só a apatia, mas a inércia, a fraqueza, o orgulho de bater no peito e dizer: “sou alienado e pronto.”
Alienação é isto que causa a cegueira de querer ver só seu pensamento, e a de negar todos os pensamentos. Alienado é simplesmente um ser cheio de si, mas que desconhece o mundo que o cerca.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

prefácio


Compreendo que durante muito tempo falei em alto falante que queria ser escritor e que com isso comovi muitas pessoas ao meu lado para que acreditassem comigo neste sonho. Pois bem, me considero um escritor. Não profissional, mas o escritor de nossos casos humanos mais simples e sinceros que não precisa de pomposidade nem de muito trabalho para ser o que é.

Sei que muitos viam em mim um sonho pessoal a se realizar e uma confiança tremenda no jovem que se mostrava brilhante desde muito cedo em sua vida. Acontece que por quase um ano joguei fora o que eu tinha de mais precioso em minha vida, algo que sempre prezei e aproveitei para o enriquecimento próprio, o tempo. O meu sagrado precioso foi desperdiçado por eu não sentir mais vontade de sentar, mas não sentia por estar mergulhado num mundo do qual eu me joguei e sabia dos riscos assumidos, o risco de perder minha verdadeira identidade. E agora me encontro extremamente atarefado, preciosamente ocioso e sem produzir nada que preste por longo tempo. Mas este tempo acabou, tenho conseguido reencontrar uma alegria de escrever novamente, me encontrar e me sentir em cada linha e palavra que escrevo, sentir meu toque, minha essência em cada palavra, mesmo solitária sinto a carga que a motivou.

Embora jovem em corpo, soou velho, muito velho em espírito. Não dos velhos rancorosos mas do velho cansado e poético que não tem muito o que fazer além de ser feliz por estar produzindo algo que gosta, embora poucos o vejam.

Por isso afirmo que não supunham que serei o escritor que ganharei mundo, serei ou adorado. Não é isso que move a pobre alma que vos escreve, mas um profundo sentimento de estar se transcrevendo e se complementado com cada palavra que escreve. Não se busca títulos quando se faz algo por amor, e se tratando de arte quem pensa no projeto de vida capital acaba por estragar sua obra por completo e
trasnformá-la num grande lixo de baboseiras.
Por isso, sinto feliz em estar voltando a ser quem sou, quem era. O caminho é ainda longo e as curvas me assustam. Mas desistir, no meu caso, é deixar de viver da forma que gosto. Escrever transpassa qualquer emoção que me comove. É um mundo meu que posso brincar de Deus, mas que tenho consciência que não sou, sou apenas mais um dentre tantos escrevendo uma reles história.

Não posso ter a honra de chamá-los de leitores, mas posso chamá-los de amigos. Leitor é algo para alguém como Saramago, eu sou um dentre tantos. Portanto amigos, sei que assim posso considerá-los porque se porventura meus livros forem lançados aos poucos, tal qual o modelo que vocês possuem em seus e mails ou algo parecido, sei que será de extrema felicidade que vocês relatarão o caso a pessoa mais próxima e a quase todos que um cara um diante presentiou com um volume, simples e humilde . Um ainda desconhecido mas que para você era a certeza que um dia seria alguém que valeria a pena guarda este exemplar.

Para estes confio e confiarei alguns escritos.
Para mim confio as palavras
Para o resto confio a esperança.


MARCELLO BORBA ARAQUAN BORGES

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Manifesto ao século XX


Eu protesto! Protesto contra o século XX, eu protesto contras as pessoas do século XXI.
Eu protesto como quem quer arrancar sangue dos parasitas por pura provocação. Eu protesto para que parem de masturbações intelectuais.

O que eu quero? Eu quero um novo mundo, eu quero novas idéias, eu quero uma nova concepção de arte, porque a do século passado não me agrada mais. Onde está a marca de nosso século? Ainda não existe?
Porque ainda cultuamos os deuses do século passado? Todos grandes mentes mas a contribuição deles por mais que seja grandiosa não deve servir de mela mostra para toda uma sociedade eternamente como se fossem supremos, geniais e intocáveis. Não! Eu quero mais! Quero ver alguém desafia-los, destruir suas hipóteses, criar, destruir transformar. Pronto talvez não precisemos humilhá-los por serem do século anterior, mas podemos transformá-los para nosso século.

Pare. Isto não é um manifesto progressista que acredita que cada momento histórico é uma evolução a algo melhor. O que quero é uma mudança. Não agüento mais ter que falar do século XXI me referindo ao século XX. Eu preciso ter minha identidade. Como não terei? Só porque sou filho do século XX? Não! Eu protesto! Se dele sou, mas dele não sou seu escravo, quero o livre pensar. A livre distinção. A busca inconstante por algo que jamais saberei explicar, mas não me acomodarei em buscar exemplos no passado.

Onde estão os grandes gênios deste século? Estão parados! Ouvindo grandes clássicos do século anterior, lendo grandes livros do século anterior, debatendo pensam, então do século anterior, somente!
Eu digo não! Acordem! Venham viver o século de vocês, onde está nossa identidade? Onde? O que marca este século XXI?
Nada?
Nunca, jamais. Não quero forçar uma identidade, mas quero acordar o grande urso que está hibernando.
O grande urso cultural do homem, que está hibernando e copiando, quadros, músicas, poemas e filmes.

Sou contra as cópias, contra a pirataria cultural.
Vive a originalidade e o intercâmbio de idéias. Sim isto é sadio. Isto é construtivo.
Chega de prisões e de amarras. Sou livre, sou pensante!

C'est

Tua presença, assim,
tão perto de mim
(que bom é poder
te sentir por alguns
minutos, ou
algumas horas).

Olhar nos teus olhos;
sentir teu cheiro
embalar meu sentimento
nesse teu jeito

Meus deus,
e como estou
nem sei se de fato é algum amor
mas morro
como se sentisse esta dor.