e o homem sábio perguntou ao homem burro:
-onde fica este lugar da foto?
-vá em frente senhor
e o homem burro ensinou ao homem sábio...
"Escrever é muito fácil, é só disfarçar ideias tolas em obscuras". kalvin.
sábado, 1 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Eu não tenho coragem de lutar pela vida
Minha vida deixe-a muito perdida
Em meio a tratados e filósofos
E agora não me vejo no espelho
O que sou ou quem sou
Traduz, ou singulariza o que não fui.
A gente sobrevive a cada dia
Como se lutasse para não se
Entender
E se entender é não se enganar.
Mas eu continuo me enganando
Continuo fingindo
Continuo reles e tolo
De tal maneira
Que quando frustrar todos meus sonhos
Vou bater numa mesa e gritar
Que a culpa é dos outros
Minha jamais
Que a culpa é de um tolo
Minha jamais
Ah belos desvaneios,
Belas hipóteses
Quem dera fossem apenas isso
São o reflexo de uma busca
Um busca pelo nada
Atrás de nada.
Mas nem isso faço.
Nem me mecho
Nem luto
Negligencio e critico
Antes fracassado que fraco
Mas ser ambos é um dor insuportável.
Minha vida deixe-a muito perdida
Em meio a tratados e filósofos
E agora não me vejo no espelho
O que sou ou quem sou
Traduz, ou singulariza o que não fui.
A gente sobrevive a cada dia
Como se lutasse para não se
Entender
E se entender é não se enganar.
Mas eu continuo me enganando
Continuo fingindo
Continuo reles e tolo
De tal maneira
Que quando frustrar todos meus sonhos
Vou bater numa mesa e gritar
Que a culpa é dos outros
Minha jamais
Que a culpa é de um tolo
Minha jamais
Ah belos desvaneios,
Belas hipóteses
Quem dera fossem apenas isso
São o reflexo de uma busca
Um busca pelo nada
Atrás de nada.
Mas nem isso faço.
Nem me mecho
Nem luto
Negligencio e critico
Antes fracassado que fraco
Mas ser ambos é um dor insuportável.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
cultura pop
A cultura pop não deveria existir. Ela não é cultura e não acredito que eles saibam o que seja pop. Existem por existir e vivem dos flash, sem eles, caem em desuso e deixam de ser pop.
Isso é cultura?
Isso é arte??
Isso é POP!
Isso é cultura?
Isso é arte??
Isso é POP!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia da mulher uma data de libertação, não de folga.
O dia da mulher é celebrado em todo o mundo. Mas ao invés das rosas dadas, dos chocolates ou de uma folga na cozinha e uma ida ao motel mais próximo pensando em agradá-la por este dia, parem e reflitam. Homens e mulheres, minha indagação tem o maior sentido.
O dia 8 de março é o dia delas, mas, atualmente, se encontra totalmente distorcido o seu sentido simbólico. Para começar, você sabe por que é o dia 8 de março?
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.
Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".
Portanto, esta data é uma data que simboliza uma luta, uma luta que simboliza a libertação da opressão sobre as mulheres, uma data que tem um sentido social e político e não meramente comemorativo com chocolate e beijinhos.
Desde o advento da sociedade dividida em afazeres, a mulher ganhou um papel secundário na família, sua função é cuidar da casa, dos afazeres domésticos e do filho. O HOMEM, ELE TEM QUE FAZER COISAS DIFICEIS E PERIGOSAS: CAÇAR E TRAZER COMIDA.
Este argumento pré-histórico foi usado durante algum tempo para não deixar as mulheres votar, estudar ou ocupar determinadas carreiras. Não que tudo isto tenha sido rompido, mas a data de hoje é um símbolo de que esta luta gerou frutos e que ela precisa continuar.
A lei Maria da Penha vem como um marco demonstrando que, embora nos encontremos em pleno século XXI, milhares de mulheres são mortas a cada dia no Brasil. E elas ganham rosas? Ganham sim! Nos seus velórios.
A mulher conquistou muito, lutou muito, e ainda precisa lutar mais. Seu salário ainda é inferior, ainda são mortas quando traem, ainda são oprimidas em seus lares, ainda são chamadas de puta quando dizem gostar de sexo, ainda tem dupla jornada quando o homem descansa em casa. Ainda o que é pior, mesmo tendo tudo isso livre, encontram-se presas a situações sociais e econômicas degradantes. Miséria, exclusão social e falta de dignidade. Foi feita uma pesquisa e o tipo de brasileiro com menor direitos respeitados são: mulheres, negras e pobres.
Resumindo, a luta das mulheres não se resume a lutar pela libertação do fogão, mas uma luta contra um sistema que a reprime e exclui de sua dignidade.
É uma luta contra as falsas flores, bombons e cartinhas.
É uma luta de mudança social, é uma necessidade não de se igualar, apenas ao homem, mas, acima de tudo, de superá-lo.
Agora sim, FELIZ DIA DA MULHER.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Falar de alienação, falar de culpados?

Falamos de alienação como algo repulsivo, apontamos para supostos alienados como quem aponta, em tempos medievais, para leprosos que transitavam a rua.
O cenário de nossa sociedade é de privilegiados e desprivilegiados? Privilegiado é quem não é alienado, e desprivilegiado quem é.
Mas o conceito de alienação nem é tão fácil de se explicar, tão pouco de qualificar. Alienados são o que afinal?
Quem tem cultura argumenta que seu gosto musical é peculiar e excessivamente bom, às vezes, até, exclusivo seu. Apreciar Beethoven, Borges, Picasso, Glauber Rocha, dão status, e acima de tudo uma diferenciação cultural entre você que conhece, aprecia e tem contato com estas “fontes culturais” e aqueles que não tem. Se uma pessoa pergunta: terra em transe é bom né? A pessoa responde: “não sei;” você logo a qualifica de sem cultura.
Porque a grande peculiaridade de nossa sociedade complexa é que existem diversos tipo de música, diversos tipo leitura e diversos tipo de se apreciar, ou não, uma obra de arte. Quem não tem acesso a isso tudo é realmente alienado?
Há um outro tipo de alienação que é, um pouco, contrário a alienação de cima. Que não é alienado político tem pena, e não repulsa de quem é alienado. Geralmente pessoas pobres, que não tiveram estudo, e vivem em condições precárias, passam por este tipo de alienação. Pela vida que levaram e levam são incapazes de perceber e mudar sua situação. Não é todo caso, mas a maioria. Os não alienados fazem um trabalho de campo, indo as comunidades para levar um pouco do que sabem. Antes víamos isso com os sindicatos tentado organizar os trabalhadores de sua situação de explorados. A raiva surge é de pessoas de poder econômico bom e que podem ter consciência política e não tem. Simplesmente se entregam ao mundo como ele posto e reproduzem um sistema opressor que simplesmente esmaga a classe mais pobre e não oferece oportunidades. É algo mais complexo de se perceber, tanto pra quem é “o suposto alienado, tanto para quem não se diz alienado...”
Mas a pessoa tem culpa de ser alienada?
Como cobrar de um trabalhador que trabalha 8, 9 horas por dia, que chega em cansado, acabado e humilhado do serviço, e ainda mais, que este procure se informar, procure saber das coisas? A grande maioria quer descansar, ver algum programa que o faça rir e esquecer seu dia difícil. É paradoxal e até complicado querer que eles por si sós adquiram uma força da qual eles não podem ter noção que tem. Vinicius descrevia em seu poema o operário em construção como se dá o processo de conscientização. O operário é construído aos poucos, moldado.
Não só o dia difícil, eu diria, como o causador de alienação mas os próprios meios de comunicação contribuem para entreter o povo e o manter longe de assuntos que os incitem ou conscientizem. Uma engrenagem que não para, e não irá parar.
Quem é o culpado? O trabalhador? Não!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Cultura de massas, um reflexo da modernidade!
A arte moderna é um complexo antagônico e impreciso. Não estou criticando se é bom ou ruim, apenas digo o que parece obvio. Tempos atrás tínhamos limite: ARTE É ISSO! Hoje, o que é arte? Arte e cultura são produtos subjetivos e que atestam o gosto de cada um. Quem ouve Beethoven diz que gosta de música, quem ouve as famosas pop stars, como Lady gaga, também alega a mesma coisa: gosto de música!
Música é apenas um universo no complexo de possibilidades artísticas que podemos definir da sociedade moderna.
Num breve aparato histórico tudo o que era convencionalismo foi quebrado, destruído e reformulado numa procura de não encontrar limites, ou padrões para o artista.A LIBERDADE FOI O GRANDE NOME UTILIZADO.
POIS BEM, ESTA LIBERDADE QUE PROCURAVA A RUPTURA COM O CLASSICISMO NÃO ESPERAVA SER VITIMA DE SUA PRÓPRIA CRIA.
Produzir um disco, um livro, era algo que poderia dar tudo ao artista, menos dinheiro. Há uma infinidade de grandes gênios que morreram gloriosos, porém sem dinheiro para seu próprio enterro. O grande paradoxo se estabelece se formos perceber o que a pós-modernidade trouxe com a cultura de massas. Como a arte não tem limites, a musica de sexo que faço, a música dançante que faço, ou o livro patético de confissões de meus diários são ARTE.
Quem diz isso não são críticos, são o público que vai as lojas e compra, são o publico que fazem este mercado ser considerado arte.
Não é culpa deles. Publicitários e empresários já conhecem de longa data que o grande público TÁMBEM QUER SE DIVERTIR, TAMBÉM QUER LER “ A GENTE NÃO QUER SÓ DINHEIRO, A GENTE QUER DINHEIRO DIVERSÃO, BALÉ...” E atingir este mercado é a certeza de rentabilidade para quem investe em artistas “que falam a língua do povo”.
A língua do povo, é algo meio contraditório, porque não sabemos se o povo tinha este gosto sempre, pois ele foi moldado a sua vida. Por exemplo, é muito difícil, ou quase impossível, alguém que vive em situações financeiras dificeis querer admirar João Donato, ou Mozart, seus artistas serão aqueles que tocam nas rádios, que passam nos programas que é onde está a “cultura” de livre acesso.
A televisão e a grande mídia tem um papel importante nisso. Artistas como lady gaga ganham seu prestigio no mundo não pelo seu talento musical ou sua voz, ganham pela aparência que passam pela televisão, sua peformace e os escândalos no qual estão vivendo. E pensar que tudo isso começou com ELVIS E OS BEATLES...
Mas há um problema, a situação financeira não é a que define o gosto musical, de fato não. Nem tão pouco o gosto pela literatura. O nível e o padrão cultural de cada um definem o que você ouve, e não será o dinheiro o determinante disso.
A formação cultural que você recebe, ai sim está o x da questão. Irmãos que vivem na mesma casa podem ter gostos antagônicos. A questão é que cada um tem a chance de ver o mundo por uma determinada perspectiva, para alguns os amigos vão influenciar, as festas, para outros, o gosto dos pais, para outros a história.
A música é algo complicado de se estabelecer parâmetros, mas na literatura podemos traçar linhas e padrões mais coerentes.
Por exemplo, quem Lê Paulo coelho, crepúsculo ou Harry Potter, são grupos diferentes. Paulo coelho soa geralmente pessoas mais velhas, crepusculo são de meninas na faixa etária da juventude, e por ai vai.
Tem pessoas que lêem tanto livros cabeças como livros populares. Mas a questão que se firma é. Quem Lê os livros ditos “cabeças” não é fã dos livros populares, pode até ler um ou outro, mas não acompanha as ondas da moda. “Ah agora chegou a vez de fulano”. Mas quem lê e é fã deste tipo de gênero vai acompanhar e saber os lançamentos, pode até ler livros mais complexos, e é comum, mas será uma fase. Chega um momento que ela terá uma certa idade, ou um certo convívio cultural que irá filtrar sue tipo de gênero preferido.
E é isso que o mercado sabe. O editor de um livro sabe que venderá 10 milhões de copias com o código da Vinci numa semana, e sabe que não venderá 5 mil exemplares de Clarice Lispector num ano.
O mercado sabe disso, e a arte é feita para determinados padrões. Não se engane, a maneira que você veste, a música que você ouve, o livro que você Lê é um padrão social definido que remete a uma organização sócio cultural moderna.
MARCELLO BORBA BORGES
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